quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
ESTÁ CHEIRANDO A VINGANÇA
“Atitudes infelizes que estejas tomando contra os outros, não serão uma forma inconsciente de autopunição? Não estarás desejoso de desencadear processos de autofagia, como quem quisesse fazer desmoronar a própria vida? Não será um processo de insatisfação humana? Reconsidera, admite os atavios da própria personalidade e recomeça”. (Irmão José).
A mídia escrita estampa manchete que parece conter teor de vingança contra os policiais militares e bombeiros militares, que estavam em greve reivindicando melhores condições de vida, carga de trabalho justa e melhores salários. Será que exigir melhores condições de trabalho para proporcionar uma vida mais tranquila para a sociedade é ato injusto e ilegal? Parece-nos, que querem a segurança do nosso estado exaurida, com nossos policiais a mercê dos bandidos, correndo risco de morte e no final do mês receber míseras estalecas, dindin ou merrecas amaldiçoadas. Greve – Ministério Público quer saber se militares do estado do Ceará cometeram crime. As investigações, solicitadas pelo Ministério Público Estadual, tramitam no Comando da Polícia Militar (PM) e dos Bombeiros Militares. Militares grevistas podem responder por crimes como motim, depredação de patrimônio público e abandono de posto.
My God como a justiça de nosso estado age de maneira desigual. Por que o MP (Ministério Público) não sai à cata dos corruptos, dos que lavam dinheiro, fazem caixa dois, lesam os cofres públicos com os deletérios desvios de verbas para a construção de banheiros públicos. Uma vergonha assistida por todos, mas até o presente momento ninguém foi punido, e não se vê manobras para colocar os corruptos na cadeia. Querem cantar de galo em cima dos mais fracos com certeza. O estado do Ceará está se dissolvendo em violência, em assaltos a bancos, a fóruns, e até sequestros (...) será que referido ministério irá tomar medida contra a inércia de nosso governador que se mostra com cara de ditador e vingador.
Tem muita coisa no Ceará que precisa ser revisto pela justiça. Primeiramente a justiça deve fazer justiça com a própria população que está assustada, apavorada com os constantes assaltos, crimes de mortes, desaparecimento de pessoas, saidinhas bancárias e no final das contas quem vão pagar pelos pecados dos outros são os sofridos Policiais Militares e Bombeiros Militares? Durma-se com tanto barulho num estado cheio de mazelas e perseguições contra os mais fracos e oprimidos. Professores, médicos, policiais, bombeiros militares estão passando fome e o senhor Cid Gomes ainda vem com as desprovidas churumelas e com cara de anjo querendo justificar o injustificável. No Ceará tem disso sim.
Que o Ministério Público fiscalize as obras que estão em andamento e que passaram do prazo de entrega e que a justiça avalie se existem irregularidades, e deixe de perseguir os bravos policiais militares e bombeiros militares. Que procure dialogar com o governo do Estado para que a saúde do Ceará seja melhorada, que o ensino tenha a qualidade merecida e por qual motivo milhares de crianças, jovens e adolescentes estão no mundo da droga. Porque o HGF (Hospital Geral de Fortaleza) sempre está repleto de doentes e jogados em macas nos corredores, visto que não existem leitos, nem médicos suficientes para todos.
Porque não se averiguam os milhões gastos em publicidades pelo governo do Estado e pela Prefeitura? O que dar para rir dá para chorar. Depois de concluídas as investigações, a cúpula da Polícia Militar envia os resultados ao Ministério Público, que decide por formalizar, ou não, as denúncias contra os envolvidos na paralisação. Existem muitas categorias em greve e aí o que vão fazer? Eles só sabem castigar os necessitados, mas soluções plausíveis não sabem tomar. Prefeita diz que vai demitir muita gente. A situação no Estado se complica e um clima tenso ronda os fortalezenses e cearenses com certeza.
A nossa capital não tem segurança, no interland a situação está insustentável. Efetivo policial não existe. Em período carnavalesco e de eleições as autoridades sofrem para equacionar o problema e tem gente que vai se desdobrar para dar conta do serviço. As delegacias de policias são verdadeiros depósitos de presos, os presídios não oferecem a segurança desejada, e por falta de espaço físico milhares de meliante se encontram nas ruas pintando e bordando. Até o Ministro do Supremo Tribunal Federal foi assaltado em pleno calçadão da Avenida Beira-Mar.
É bom que se frise que a anistia foi concedida aos grevistas, mas o promotor Joaquim de Castro encaminha pedido de investigação ao Comando da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militares. Depois de uma turbulência sanada poderá surgir um tsunami de grandes proporções, pois não existe satisfação quando o estômago começa a gritar por falta de comida e se alguém for punido com expulsão a coisa pode ficar preta.
O prazo foi dado e até o mês de março tudo deve estar investigado e encaminhado ao Ministério Público. Caso seja comprovado que houve crime, a pena pode chegar a 20 anos de prisão, além de expulsão. Ilusão de quem pensa assim, pois se existir expulsão todos os participantes da greve serão punidos e aí como ficará a situação do efetivo das duas organizações militares? O Comandante da Policia Militar e do Corpo de Bombeiros nos últimos tempos nunca reivindicou aumento de salários para seus comandados, pois desagradando o governo perderia seu cargo. Um cargo que tinha status de primeiro escalão foi rebaixado para terceiro por conta das aberrações cometidas pelo senhor Tasso Jereissati.
Nas negociações para o fim da greve, bombeiros e policiais militares tiveram a “garantia” de que o governo Cid Gomes (PSB) não tomaria qualquer iniciativa no sentido de punir envolvidos, e em entrevistas a imprensa sobre o caso disse que não irá se manifestar, deixando transparecer que o problema é do Ministério Público, Com essa atitude o governador tira o seu da seringa. O próprio Ministério Público esteve junto ao movimento assinando um acordo que falava em anistia. A categoria acreditou no Ministério, afirmou Sabino, um dos líderes do movimento. Tememos pelo desfecho final desse movimente, mas a nossa convicção é que o Ministério Público tem coisas mais graves e urgentes para resolver.
É contraditória a medida tomada pelo ministério com certeza. Sem que seja convenientemente preparada, nenhuma terra produz o que se quer. Ao ser entregue a um julgamento afoito de qualquer natureza o homem não estará agindo de maneira correta. O gesto de intolerância que conduz à criminalidade precisa ser revisto, pois a ausência de lares dignos nos levará ao final do túnel. Caríssimos policiais, professores e médicos lembre-se que todos nós somos interdependentes, mas ninguém deve depender excessivamente de alguém, nem materialmente e nem espiritualmente. A verdade é que não se faz mais segurança como antigamente. Enfraqueceram as Forças Armadas e querem aniquilar os órgãos de Segurança Pública. A Comissão da Verdade de verdade nada tem. Pense nisso1
ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI- DA ACE- DA UBT- DA AOUVIRCE- DA AVSPE-JORNALISTA E RADIALISTA.
SEMBLANTE DE UMA SALA DE AULA
SEMBLANTE DE UMA SALA DE AULA
“O homem perde muito tempo sobre a Terra. Estaciona por longos anos à margem da estrada que lhe compete percorrer. Distancia-se de suas possibilidades. Vê passar à juventude. Assiste ao declínio das forças físicas. Prepara a vida inteira quase, para o que nunca fará”. (Irmão José).
Não fique no ócio, saia da letargia e haja sempre com o viés direcionado ao próximo. Praticando o bem, terás as benesses de uma vida digna e de muito esplendor. Temos presenciado com certa constância, a luta dos heróis anônimos em busca de melhores condições de trabalho, e uma realização social mais proveitosa. Notamos através do cotidiano diário, que a educação da sociedade está claudicante, visto que a diretriz do mal não escolhe raça, e nem condição social. A presença na educação de psicólogos, psicopedagogos e assistentes sociais é obrigatória. O semblante das salas de aulas de diversas escolas públicas é o pior possível. Estamos chegando à conclusão de que a população de nosso País, precisa urgentemente passar por uma educação efetiva, com aulas de civismo, patriotismo, educação social e convivência pacífica.
Professores de escolas públicas se desdobram para cumprirem a sublime missão de ensinar, mas muitas vezes são ameaçados por alunos que distorcem sua finalidade no rol escolar. Almejam praticar dentro da sala de aula aquilo que aprenderam nas ruas. É lamentável sobre todos os aspectos. Drogas de todos os matizes rondam a psicosfera escolar e mesmo com uma vigilância ostensiva, eles conseguem burlar e repassar drogas para dentro dos estabelecimentos de ensino. O écran de um grande número de colégios é de preocupação em consequência, os professores se tornam vítimas de alunos mal educados. É bom frisar que a missão familiar em termos de educação deixa a desejar.
Os pais se eximem de culpa por negligência, ou neofiticidade, pois querem atribuir a educação de seus filhos aos professores por desconhecerem totalmente a responsabilidade familiar e os deveres inalienáveis sobre o pátrio poder e na responsável maior na educação de seus filhos. O antigo Pátrio Poder mudou no novo Código Civil para Poder Familiar. Na época do antigo Código Civil (1916) quem exercia o poder sobre os filhos era o pai e não se falava no poder do pai e da mãe (pais). Mas esta situação mudou e hoje a responsabilidade sobre os filhos é de ambos. O que se nota é a insatisfação dos profissionais de ensino, visto que um grande número de estudantes está fora dessa responsabilidade social. Os filhos enquanto são menores de 18 anos estão sob o poder dos pais e não pode praticar atos da vida civil sem a autorização deles. Estar sob o poder significa que os filhos devem obediência e respeito em relação aos pais e estes têm o dever de sustentá-lo e dar assistência moral, emocional e educacional.
Na realidade vivencial esse poder fraqueja e os pais querem repassar a responsabilidade para os professores. Para que haja uma interação mais proveitosa, um elo deve ser formado. Entretanto, alguns pais fogem a responsabilidade quando são convocados para as reuniões entre pais e mestres. É bom frisar que apesar da separação ou do divórcio a situação obrigacional não se altera, ou seja: “A separação judicial ou divórcio dos pais não altera nada a questão do poder familiar, o que se estabelece neste caso é a guarda da criança (com quem vai ficar), as visitas (daquele que não tem a guarda) e o valor da pensão alimentícia a ser paga, mas ambos continuam responsáveis”. (grifo nosso).
O governo também está inserido nessa responsabilidade social. Se os pais fossem punidos pela ineficiência na educação de seus filhos, a situação tenderia a diminuir. Se o governo cumprisse seu dever proporcionando aos educadores condições salutares de trabalho e colocando a disposição das diretorias escolares profissionais especializados em assistência social, psicopedagogia e psicologia o écran seria mais brilhante e a aprendizagem mais proveitosa. Resta-nos acreditar que isso será possível um dia. A questão é de boa vontade, de responsabilidade social, onde os governantes deveriam trabalhar com viés voltado para a socialização da sociedade, mas o primordial não acontece em virtude de nossos políticos trocarem a política pela politicagem.
Responsabilidades mútuas tanto para pais, quanto para governo. Senão vejamos: “A lei enumera casos que, quando ocorrem reiteradamente, o juiz pode decidir pela perda do poder familiar. São os castigos exagerados à criança, deixar o filho abandonado ou ainda praticar atos que são imorais. A grande preocupação da lei é proteger a criança que algumas vezes sofre abusos dentro da sua própria casa”. E as crianças que vivem perambulando pelas ruas e avenidas das grandes metrópoles cometendo atos escusos qual a providência que os governos tomam? Nenhuma com certeza.
O número de viciados em drogas aumenta, a prostituição infantil evolui, a pedofilia cresce e o governo não comparece. A ausência do governo nas suas atribuições faz com que a violência aumente, a mortalidade cresça através dos assassinatos, da bandidagem, do tráfico de drogas, do consumo exagerado do álcool e de outras mazelas que deveriam ser evitadas. Quando existe um clima de intranquilidade é sinal que o governo não está proporcionando a população uma gestão de qualidade, em consequência a corrupção aumenta, a imunidade e a impunidade crescem, os xadrezes superlotam a segurança fraqueza, o povo se tranca dentro de casa com receio da morte. O semblante negro de uma sala de aula leva a derrocada qualquer cidadão, e em consequência a população. Essa sala de aula pode ser as ruas e avenidas das grandes cidades, que virou um cenário de guerra onde ninguém se entende. Pense nisso!
ANTONIO PAIVA RODRIGUES- MEMBRO DA ACI- DA ACE- DA UBT- DA AOUVIRCE E DA AVSPE.•.
“O homem perde muito tempo sobre a Terra. Estaciona por longos anos à margem da estrada que lhe compete percorrer. Distancia-se de suas possibilidades. Vê passar à juventude. Assiste ao declínio das forças físicas. Prepara a vida inteira quase, para o que nunca fará”. (Irmão José).
Não fique no ócio, saia da letargia e haja sempre com o viés direcionado ao próximo. Praticando o bem, terás as benesses de uma vida digna e de muito esplendor. Temos presenciado com certa constância, a luta dos heróis anônimos em busca de melhores condições de trabalho, e uma realização social mais proveitosa. Notamos através do cotidiano diário, que a educação da sociedade está claudicante, visto que a diretriz do mal não escolhe raça, e nem condição social. A presença na educação de psicólogos, psicopedagogos e assistentes sociais é obrigatória. O semblante das salas de aulas de diversas escolas públicas é o pior possível. Estamos chegando à conclusão de que a população de nosso País, precisa urgentemente passar por uma educação efetiva, com aulas de civismo, patriotismo, educação social e convivência pacífica.
Professores de escolas públicas se desdobram para cumprirem a sublime missão de ensinar, mas muitas vezes são ameaçados por alunos que distorcem sua finalidade no rol escolar. Almejam praticar dentro da sala de aula aquilo que aprenderam nas ruas. É lamentável sobre todos os aspectos. Drogas de todos os matizes rondam a psicosfera escolar e mesmo com uma vigilância ostensiva, eles conseguem burlar e repassar drogas para dentro dos estabelecimentos de ensino. O écran de um grande número de colégios é de preocupação em consequência, os professores se tornam vítimas de alunos mal educados. É bom frisar que a missão familiar em termos de educação deixa a desejar.
Os pais se eximem de culpa por negligência, ou neofiticidade, pois querem atribuir a educação de seus filhos aos professores por desconhecerem totalmente a responsabilidade familiar e os deveres inalienáveis sobre o pátrio poder e na responsável maior na educação de seus filhos. O antigo Pátrio Poder mudou no novo Código Civil para Poder Familiar. Na época do antigo Código Civil (1916) quem exercia o poder sobre os filhos era o pai e não se falava no poder do pai e da mãe (pais). Mas esta situação mudou e hoje a responsabilidade sobre os filhos é de ambos. O que se nota é a insatisfação dos profissionais de ensino, visto que um grande número de estudantes está fora dessa responsabilidade social. Os filhos enquanto são menores de 18 anos estão sob o poder dos pais e não pode praticar atos da vida civil sem a autorização deles. Estar sob o poder significa que os filhos devem obediência e respeito em relação aos pais e estes têm o dever de sustentá-lo e dar assistência moral, emocional e educacional.
Na realidade vivencial esse poder fraqueja e os pais querem repassar a responsabilidade para os professores. Para que haja uma interação mais proveitosa, um elo deve ser formado. Entretanto, alguns pais fogem a responsabilidade quando são convocados para as reuniões entre pais e mestres. É bom frisar que apesar da separação ou do divórcio a situação obrigacional não se altera, ou seja: “A separação judicial ou divórcio dos pais não altera nada a questão do poder familiar, o que se estabelece neste caso é a guarda da criança (com quem vai ficar), as visitas (daquele que não tem a guarda) e o valor da pensão alimentícia a ser paga, mas ambos continuam responsáveis”. (grifo nosso).
O governo também está inserido nessa responsabilidade social. Se os pais fossem punidos pela ineficiência na educação de seus filhos, a situação tenderia a diminuir. Se o governo cumprisse seu dever proporcionando aos educadores condições salutares de trabalho e colocando a disposição das diretorias escolares profissionais especializados em assistência social, psicopedagogia e psicologia o écran seria mais brilhante e a aprendizagem mais proveitosa. Resta-nos acreditar que isso será possível um dia. A questão é de boa vontade, de responsabilidade social, onde os governantes deveriam trabalhar com viés voltado para a socialização da sociedade, mas o primordial não acontece em virtude de nossos políticos trocarem a política pela politicagem.
Responsabilidades mútuas tanto para pais, quanto para governo. Senão vejamos: “A lei enumera casos que, quando ocorrem reiteradamente, o juiz pode decidir pela perda do poder familiar. São os castigos exagerados à criança, deixar o filho abandonado ou ainda praticar atos que são imorais. A grande preocupação da lei é proteger a criança que algumas vezes sofre abusos dentro da sua própria casa”. E as crianças que vivem perambulando pelas ruas e avenidas das grandes metrópoles cometendo atos escusos qual a providência que os governos tomam? Nenhuma com certeza.
O número de viciados em drogas aumenta, a prostituição infantil evolui, a pedofilia cresce e o governo não comparece. A ausência do governo nas suas atribuições faz com que a violência aumente, a mortalidade cresça através dos assassinatos, da bandidagem, do tráfico de drogas, do consumo exagerado do álcool e de outras mazelas que deveriam ser evitadas. Quando existe um clima de intranquilidade é sinal que o governo não está proporcionando a população uma gestão de qualidade, em consequência a corrupção aumenta, a imunidade e a impunidade crescem, os xadrezes superlotam a segurança fraqueza, o povo se tranca dentro de casa com receio da morte. O semblante negro de uma sala de aula leva a derrocada qualquer cidadão, e em consequência a população. Essa sala de aula pode ser as ruas e avenidas das grandes cidades, que virou um cenário de guerra onde ninguém se entende. Pense nisso!
ANTONIO PAIVA RODRIGUES- MEMBRO DA ACI- DA ACE- DA UBT- DA AOUVIRCE E DA AVSPE.•.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
LINGUAGEM RADIALÍSTICA
LINGUAGEM RADIALÍSTICA
“Dê asas a sua imaginação pondo para funcionar o seu potencial em criar e em encontrar soluções”. Saía da superfície, voe o mais alto que puder em busca do progresso. Você possui uma capacidade notável de criação. Use-a. “(Valdemir Barbosa)”.
A Comunicação Social, em seus diversos setores têm sofrido agressões impiedosas de profissionais despreparados que atuam na mídia, em especial na radiodifusão. Podemos afirmar com certa convicção, que existem muitos patetas inseridos, tanto na mídia escrita, falada e televisada. Os programas de rádio em tempos de outrora, nos parece que a qualificação programática se sobressaía sobre os de hoje, mesmo com o avanço da tecnologia. O avanço da tecnologia é benéfico para qualquer setor, mas é necessário que os profissionais acompanhem o avanço tecnológico, e que usem a língua-mãe sem distorcer as nuanças da gramática, e de um português correto, sem o uso indiscriminado de expressões que ferem a ética jornalista.
Já estamos com os ouvidos cansados, estressados e com a sensibilidade desgastada, principalmente quando em determinados programas ouvimos expressões inadequadas para quem almeja uma programação radiofônica de qualidade, e que a ética esteja sempre presente. É comum ouvirmos as seguintes aberrações: “mudando de pau para cacete”, “aí dentro”, “precheca”, “trozoba”, “arapangú”, “baitinga”, “filho de uma égua”, “lobreu”, “minha filha seu precheca está cabeluda, ou raspadinha”, “filho de uma puta”, “cagando”, “peidando”, (desculpe-nos a colocação das expressões) e inúmeras baboseiras que nem é bom citar. O rádio é cultura, mas alguns “profissionais” na ânsia de angariar audiência usam palavras e expressões de baixo-calão e duplo sentindo para aparecer, e ainda vêm com desculpas esfarrapadas de que o povão gosta.
O que foi grifado por nós é o mínimo que podemos exemplificar, visto que se fossemos inserir mais expressões, com certeza formaríamos um dicionário pornofônico para o rádio. Analisando o Código de Ética do Radialista, separamos algumas nuanças importantes para citarmos em nossa matéria. “todos os que se dedicam eventual ou permanentemente à Radiodifusão e Televisão devem obrigatoriamente obedecer este Código”. A missão do Radialista é transmitir, mostrar e divulgar a coletividade os fatos que possam de qualquer maneira interessá-lo tanto na parte informativa como de lazer.
O Radialista deve ser imparcial, deve lutar pela liberdade de pensamento, de expressão e pelo livre exercício da profissão, deve defender a soberania nacional em seus aspectos políticos, econômico e social, deve valorizar honrar, e dignificar a profissão, não deve aceitar oferta de trabalho a preço vil, ser desleal ter prevenção contra companheiros, ser covarde no exercício de sua função, ser submisso à força que distorçam a verdade, o uso do poder de divulgação para atender a interesses escusos e contrários aos da comunidade, pois são atos condenáveis.
Deve se esforçar para aprimorar seus conhecimentos técnico-profissionais, sua cultura e sua formação moral. Nas relações entre seus colegas, o profissional de Rádio e Televisão pautará sua conduta pela estrita observância da definição, normas e recomendações relativas à Ética da profissão, restringindo sua atividade profissional no setor de sua escolha, assim elevando, pelo respeito mútuo, pela lealdade e pela nobreza de atitude o nível de sua profissão no País. O plágio ou simples imitação de outro profissional em programas de Rádio e Televisão é prática condenável. É de bom alvitre frisar que o rádio cearense possui profissionais da mais alta qualidade, mas alguns se embrenham na pornografia e na pornofonia explícita, usando palavrões e vinhetas indecorosas para chamar a atenção dos neófitos em ética profissional.
O pior de tudo é que a direção da emissora (as) não toma nenhuma providência, bem como estranhamos o silêncio do Sindicato nesses casos escabrosos. Outro fator que nos choca de maneira agressiva e prejudicial, é que o rádio virou comércio. Estão vendendo horários a preço de ouro, e os intrusos surgem em profusão. Indagamos aos órgãos que controlam a radiodifusão no Brasil, para que serve a Carteira do Trabalho? Se para conseguirmos exercer nossa digna profissão temos que lançar mão de nossos bolsos já combalidos.
Seria justa tão atitude? Queríamos que a Anatel analisasse com carinho essas nuanças. As rádios AMs, e muitas FMs estão nas mãos de religiosos, e a overdose religiosa sobressai. Se a situação perdurar dentre pouco tempo a única opção para os ouvintes de rádio será programas religiosos. A infestação de pretensos radialistas nas emissoras de rádio é algo de imoral, e que merece averiguação, principalmente no que tange aos horários vendidos para as torcidas organizadas de clubes de futebol.
Nas rádios comunitárias, a participação é essência mesma de todo o projeto da emissora. O mais importante é não confundir projetos de pessoas ou de pequenos grupos com interesses muito restritos, com projetos de canais comunitários que resultam de toda uma luta de lideranças e entidades legitimamente envolvidas na busca de transformação da realidade, de melhoria das condições de vida de milhões de brasileiros excluídos. Mesmo estando à disposição da comunidade, é difícil encontrar uma emissora comunitária legalizada que atenda aos anseios da população, pois a interação não existe.
Vemos com certa tristeza, e preocupação a destinação do rádio aqui na terra alencarina, pois muita coisa precisa ser mudada. Uma grande rede de radidifusão repete nos seus jornais a mesma notícia várias vezes, deixando transparecer que são notícias gravadas e colocadas no horário destinado aos noticiosos. No setor musical é uma parafernália, pois a predominância das músicas de duplo sentido é algo fora do comum. Existem as emissoras que rodam na programação músicas totalmente pornográficas. Sabemos que dentro da realidade do rádio brasileiro, muitos profissionais escrevem textos partindo de informações que apuram. Muitas informações são apenas organizadas em esquema e apresentadas de improviso. A redação jornalística nesse caso está sendo jogada para escanteio. Rádio é cultura, sendo assim os profissionais que trabalham no setor precisam de um aprendizado cultural, de uma reciclagem permanente, entretanto eles trocam a cultura pela fofoca. Pense nisso!
ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI- DA ALOMERCE- DA AOUVIRCE- DA AVSPE- DA UBTO E DA ACE
terça-feira, 27 de setembro de 2011
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