RADIALISTA

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PPAIVA-JORNALISTA E RADIALISTA
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

LINGUAGEM RADIALÍSTICA

LINGUAGEM RADIALÍSTICA

“Dê asas a sua imaginação pondo para funcionar o seu potencial em criar e em encontrar soluções”. Saía da superfície, voe o mais alto que puder em busca do progresso. Você possui uma capacidade notável de criação. Use-a. “(Valdemir Barbosa)”.

A Comunicação Social, em seus diversos setores têm sofrido agressões impiedosas de profissionais despreparados que atuam na mídia, em especial na radiodifusão. Podemos afirmar com certa convicção, que existem muitos patetas inseridos, tanto na mídia escrita, falada e televisada. Os programas de rádio em tempos de outrora, nos parece que a qualificação programática se sobressaía sobre os de hoje, mesmo com o avanço da tecnologia. O avanço da tecnologia é benéfico para qualquer setor, mas é necessário que os profissionais acompanhem o avanço tecnológico, e que usem a língua-mãe sem distorcer as nuanças da gramática, e de um português correto, sem o uso indiscriminado de expressões que ferem a ética jornalista.

Já estamos com os ouvidos cansados, estressados e com a sensibilidade desgastada, principalmente quando em determinados programas ouvimos expressões inadequadas para quem almeja uma programação radiofônica de qualidade, e que a ética esteja sempre presente. É comum ouvirmos as seguintes aberrações: “mudando de pau para cacete”, “aí dentro”, “precheca”, “trozoba”, “arapangú”, “baitinga”, “filho de uma égua”, “lobreu”, “minha filha seu precheca está cabeluda, ou raspadinha”, “filho de uma puta”, “cagando”, “peidando”, (desculpe-nos a colocação das expressões) e inúmeras baboseiras que nem é bom citar. O rádio é cultura, mas alguns “profissionais” na ânsia de angariar audiência usam palavras e expressões de baixo-calão e duplo sentindo para aparecer, e ainda vêm com desculpas esfarrapadas de que o povão gosta.
O que foi grifado por nós é o mínimo que podemos exemplificar, visto que se fossemos inserir mais expressões, com certeza formaríamos um dicionário pornofônico para o rádio. Analisando o Código de Ética do Radialista, separamos algumas nuanças importantes para citarmos em nossa matéria. “todos os que se dedicam eventual ou permanentemente à Radiodifusão e Televisão devem obrigatoriamente obedecer este Código”. A missão do Radialista é transmitir, mostrar e divulgar a coletividade os fatos que possam de qualquer maneira interessá-lo tanto na parte informativa como de lazer.

O Radialista deve ser imparcial, deve lutar pela liberdade de pensamento, de expressão e pelo livre exercício da profissão, deve defender a soberania nacional em seus aspectos políticos, econômico e social, deve valorizar honrar, e dignificar a profissão, não deve aceitar oferta de trabalho a preço vil, ser desleal ter prevenção contra companheiros, ser covarde no exercício de sua função, ser submisso à força que distorçam a verdade, o uso do poder de divulgação para atender a interesses escusos e contrários aos da comunidade, pois são atos condenáveis.

Deve se esforçar para aprimorar seus conhecimentos técnico-profissionais, sua cultura e sua formação moral. Nas relações entre seus colegas, o profissional de Rádio e Televisão pautará sua conduta pela estrita observância da definição, normas e recomendações relativas à Ética da profissão, restringindo sua atividade profissional no setor de sua escolha, assim elevando, pelo respeito mútuo, pela lealdade e pela nobreza de atitude o nível de sua profissão no País. O plágio ou simples imitação de outro profissional em programas de Rádio e Televisão é prática condenável. É de bom alvitre frisar que o rádio cearense possui profissionais da mais alta qualidade, mas alguns se embrenham na pornografia e na pornofonia explícita, usando palavrões e vinhetas indecorosas para chamar a atenção dos neófitos em ética profissional.

O pior de tudo é que a direção da emissora (as) não toma nenhuma providência, bem como estranhamos o silêncio do Sindicato nesses casos escabrosos. Outro fator que nos choca de maneira agressiva e prejudicial, é que o rádio virou comércio. Estão vendendo horários a preço de ouro, e os intrusos surgem em profusão. Indagamos aos órgãos que controlam a radiodifusão no Brasil, para que serve a Carteira do Trabalho? Se para conseguirmos exercer nossa digna profissão temos que lançar mão de nossos bolsos já combalidos.

Seria justa tão atitude? Queríamos que a Anatel analisasse com carinho essas nuanças. As rádios AMs, e muitas FMs estão nas mãos de religiosos, e a overdose religiosa sobressai. Se a situação perdurar dentre pouco tempo a única opção para os ouvintes de rádio será programas religiosos. A infestação de pretensos radialistas nas emissoras de rádio é algo de imoral, e que merece averiguação, principalmente no que tange aos horários vendidos para as torcidas organizadas de clubes de futebol.

Nas rádios comunitárias, a participação é essência mesma de todo o projeto da emissora. O mais importante é não confundir projetos de pessoas ou de pequenos grupos com interesses muito restritos, com projetos de canais comunitários que resultam de toda uma luta de lideranças e entidades legitimamente envolvidas na busca de transformação da realidade, de melhoria das condições de vida de milhões de brasileiros excluídos. Mesmo estando à disposição da comunidade, é difícil encontrar uma emissora comunitária legalizada que atenda aos anseios da população, pois a interação não existe.

Vemos com certa tristeza, e preocupação a destinação do rádio aqui na terra alencarina, pois muita coisa precisa ser mudada. Uma grande rede de radidifusão repete nos seus jornais a mesma notícia várias vezes, deixando transparecer que são notícias gravadas e colocadas no horário destinado aos noticiosos. No setor musical é uma parafernália, pois a predominância das músicas de duplo sentido é algo fora do comum. Existem as emissoras que rodam na programação músicas totalmente pornográficas. Sabemos que dentro da realidade do rádio brasileiro, muitos profissionais escrevem textos partindo de informações que apuram. Muitas informações são apenas organizadas em esquema e apresentadas de improviso. A redação jornalística nesse caso está sendo jogada para escanteio. Rádio é cultura, sendo assim os profissionais que trabalham no setor precisam de um aprendizado cultural, de uma reciclagem permanente, entretanto eles trocam a cultura pela fofoca. Pense nisso!

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI- DA ALOMERCE- DA AOUVIRCE- DA AVSPE- DA UBTO E DA ACE

terça-feira, 27 de setembro de 2011

OUVINTES DE RÁDIO:

OUVINTES DE RÁDIO:

“Numa época de tanta ganância, quando as próprias religiões se organizam em bases econômicas em detrimento da realidade espiritual, torna-se imprescindível lembrar essa passagem de Jesus. Nasceu de família pobre, viveu num sítio humilde, andou cercado de pessoas simples e rústicas. Não possuía bens. Na ordem de valores reinante na atualidade, Ele era pobre e, portanto, incapaz de fundar uma Doutrina. Ocorre, porém, que Jesus foi o homem mais poderoso da Terra, a ponto de dizer: todo poder me foi dado”.

Um meio de comunicação de real importância para a vida humana surge de estudos apurados e extremamente valiosos, que representou uma evolução em termos de aproximação dos povos em todos os pontos do planeta em que vivemos nos referimos ao rádio. Muitos cientistas contribuíram direta ou indiretamente para a invenção desse fabuloso invento. Quiçá o maior invento da humanidade. Duas figuras humanas estudaram efusivamente um meio em que a voz humana pudesse transpor todas as barreiras e servisse de elo entre as sociedades humanas. Apesar de um deles ter patenteado o invento três anos antes que o outro, outros estudos apontam em oito anos, uma explicação precisa chegar ao conhecimento de todos.

Um conseguiu através de a sua réplica transmitir sinais (Código Morse), o outro a voz. Como o rádio foi inventado com intuito de transmitira a voz, um cientista brasileiro, religioso, pois era padre, nascido em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Padre Roberto Landell de Moura, também fez suas experiências às escondidas, pois a Igreja Católica considerava o pensamento dos cientistas de diabólicos. Em 1894 Roberto Landell de Moura (dois anos antes de Marconi) realizou uma experiência pioneira de radiodifusão, mas que acabou menosprezado pelos registros históricos. Landell foi a São Paulo exibir seu invento ao público tentar arrumar um patrocinador.

Ele transmitiu a voz humana por oito quilômetros em linha reta, da Avenida Paulista até o Alto de Santana, na zona norte da cidade. Ainda assim, o sucesso do experimento não se converteu em muito dinheiro. Em 1900, Landell repetiu o experimento, agora na presença de jornalistas e de um representante do governo britânico. A notícia repercutiu, mas não do jeito que ele planejara: alguns religiosos se indignaram quando souberam que um padre estava fazendo “bruxarias”. Dois dias depois da demonstração, meia dúzia de fiéis invadiu o modesto laboratório do religioso para quebrar todos os seus aparelhos.

No ano seguinte, o padre foi tentar a sorte nos EUA, onde impressionou a comunidade científica, mas a surpresa foi negativa, pois tenho começado os estudos sobre o rádio antes de Marconi a sua patenteação não seria mais possível, visto que Marconi já tinha patenteado a sua, mesmo assim para não perder a viagem patenteou outros inventos, entre eles, o telefone sem fio. Aqui resolvemos inserir a ração retrograda da igreja que impediu que muitos cientistas brasileiros fossem reconhecidos no mundo inteiro, a “sorte” do Padre foi ser (excomungado) da igreja que fazia parte. Convém salientar, e deixando as nuanças de lado, que no dia 12 de outubro de 1831 o povo do Rio de Janeiro amontoava-se para a inauguração do monumento ao Cristo Redentor, no Corcovado.

A chuva que até  então teimava em empanar a grandeza da cerimônia, escampou e o céu azul, no horizonte, aguardava o anoitecer para que um feito, o da iluminação fosse iniciado. O mais inédito é que bastava um toque de dedo numa alavanca para que Guglielmo Marconi  iluminasse, desde Roma, a estátua erigida no monte. No ano anterior a bordo de seu iate o ‘Elettra’, acendera as luzes da exposição de Sydney, na Austrália. Esse homem de personalidade calma, ponderado e controlado em alguns momentos da vida  era muitas vezes entusiasta apaixonado e ardente, além de possuir uma grande dose de espírito aventureiro.

Desde muito novo lia livros de física e química e conjeturava a possibilidade de descobrir como poderia ser a telegrafia sem fios, reflexionando sobre a propagação das ondas e as pesquisas de Faraday, Maxwell e Hertz. Continua mergulhado no mundo de livros de física e de revistas técnicas e mais uma profusão de fios, transmissores telegráficos, bobinas, condensadores e assim fica moço carregando uma bagagem de conhecimentos científicos, porém sem ostentar nenhum título da educação formal. Assim era Marconi. Sobre Landell ainda pesava algum fato de negatividade que o preocupava bastante. Eis que o esperado dinheiro parecia estar chegando: empresários americanos ofereceram uma fortuna a Landell. Só que, patriota ferrenho, ele a recusou. O padre acreditava que as invenções pertenciam ao Brasil.

Ele conseguiu patentear suas invenções em 1904. Tarde demais: Marconi já o havia feito em 1896. Ao voltar para o Brasil, Landell tentou mais uma vez convencer o governo a financiá-lo. Seu plano incluía uma demonstração envolvendo dois navios da Marinha. Ao ser perguntado sobre a distância que os navios deveriam ficar um do outro, o padre perdeu uma incrível chance de ficar calado. Sua resposta foi: “Coloquem-nos na maior distância possível, pois esse invento um dia permitirá até conversas interplanetárias!” Foi o suficiente para ser taxado de louco por querer falar com ETs. Desiludido com a falta de apoio acabou abandonando a ciência e dedicando-se exclusivamente à vida religiosa.

Como não há documentos oficiais da demonstração de 1894, muitos só aceitam o ano de 1900 como a data da primeira transmissão por rádio de Landell. Apesar da invenção do rádio ser frequentemente creditada a Marconi, várias pessoas vinham fazendo pesquisas na área, como o alemão Heinrich Hertz, o iugoslavo Nicolas Tesla e o próprio padre Landell. Marconi patenteou seu invento em 1896 e depois criou a Companhia Marconi para usar comercialmente suas patentes. Uma coisa não há negar: ele foi o primeiro a investir na utilização comercial do rádio. Detalhes a parte. O rádio como um meio de comunicação tem uma importância fundamental na vida do cidadão e da comunidade a que ele pertence. Espera-se que a imparcialidade reine na grade de programação das emissoras de rádio.

É de primordial importância que radialistas não se envolvam nos acontecimentos que descreve. (O conceito de imparcialidade surgiu no século XVII e foi se estendendo aos dias atuais, através do liberalismo conjunto de ideias e doutrinas que visam a assegurar a liberdade individual no campo da política, da moral, da religião, etc., dentro da sociedade, podendo ser a qualidade de liberal e liberalidade). A ética deve fomentar os bons princípios, a interação com o público-alvo, o respeito mútuo.

Que as sementes plantadas sejam regadas com dedicação, zelo, amor à profissão e em consequência natural, a audiência e carinho do público ouvinte. Os rádios AM (Amplitude Modulada) e FM (frequência Moduladas) são os mais ouvidos. O rádio on-line também tem contribuição valiosa para os amantes da internet. As rádios comunitárias fazem parte do rol desempenhando papel importantíssimo para a comunidade a que pertence.

Com o avanço tecnológico, teremos a implantação da rádio digital com som mais nítido e sem nenhuma interferência que possa maltratar os ouvidos dos ouvintes. Assim caminha a radiodifusão com suas nuances, novidades e tecnologias. O rádio adquiriu com o passar dos anos um enorme poder de transformação, tais como: show, espetáculo e diversão. As consequências práticas de se apresentar uma programação de rádio voltada para o show é o enfraquecimento ou o apagamento total entre o real e o fictício. É de bom alvitre que se compreenda todo artifício utilizado pela emissora de rádio em toa transmissão diária.

É comum usar a expectativa para prender a atenção do ouvinte, mas o abuso da espera não deve interferir na paciência do rádio-ouvinte, pois além do suspense, ele pode cansar-se e sintonizar outro dial. O suspense nunca foi show. O Brasil também teve a primazia de adotar a tecnologia da radiodifusão. Na comemoração do Centenário da Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1922, deu-se a primeira transmissão radiofônica oficial com o pronunciamento do presidente da República Epitácio Pessoa falando do Rio de Janeiro para Niterói, Petrópolis e São Paulo. (Uma estação transmissora de 500 watts) foi instalada no Corcovado e 80 aparelhos de recepção nas cidades citadas.

Um trecho da ópera O Guarani, de Carlos Gomes foi tocada. A data de implantação da radiodifusão brasileira data de 20 de abril de 1923, graças à grande visão de Edgard Roquette Pinto (1884-1954), renomado escritor e antropólogo, e Henrique Moritze (1860-1930), engenheiro e metereologista, diretor do Observatório do Rio de Janeiro. No Ceará, por inspiração de João Dummar, interessado por assuntos de radiotelefonia - como se denominavam então as atividades de radiodifusão -, a 28 de agosto de 1931 foi fundado o Ceará Rádio Clube (a designação era masculina). Sociedade civil integrada por "amadores da radiotelefonia", no caso, os senhores Francisco Aprígio Riquet Nogueira, Clóvis Fontenele, Joaquim da Silveira Marinho, Eusébio Nery Alves de Sousa.

E mais, Francisco Campello de Alencar Mattos, Diogo Vital de Siqueira, Álvaro de Azevedo e Sá, Sebastião Coelho Filho, César Herbster Dias, Jorge Ottoch, o próprio João Dummar e tantos outros. Como radiofonia o pioneiro foi João Dummar, fundou a Ceará Rádio Clube (PRE-9) em 1934.  Outras emissoras se sucederam à pioneira. A Rádio Iracema em 9 de outubro de 1948(ZYR-7), fundada pelos irmãos José Parente, Flávio Parente e José Josino Costa. A emissora do pássaro a Uirapuru veio em 16 de junho de 1956, através de um audacioso projeto de José Pessoa de Araujo, Aécio de Borba Vasconcelos, coadjuvados por amigos como José Júlio Cavalcante, Luis Crescêncio Pereira, era carinhosamente conhecida como a boazinha, à casa do esporte. Em primeiro de janeiro de 1957, nasce à rádio Verdes Mares.

Das mãos de Paulo Cabral de Araújo e desse grupo político UDN (União democrática Nacional), se destacaram: José Flávio Costa Lima, Hildo Furtado Leite, José Pontes de Oliveira (Banco União), a Verdes Mares foi negociada com o Grupo Edson Queiroz, em julho de 1962. A Rádio Dragão do Mar foi montada em 25 de março de 1958, pelo antigo Partido Social Democrático (PSD), com vistas à campanha sucessória daquele ano ao governo do estado do Ceará.  A Rádio Assunção Cearense foi inaugurada em 11 de fevereiro de 1962.  A visão apostólica de Dom Antonio Lustosa, Dom José Delgado foi primordial para a fundação da emissora.

Celina Maria (soprano). Essas foram às primeiras emissoras de rádio que ficaram conhecidas e eternizadas nos corações dos cearenses e pela atuação dos nomes de vulto da radiodifusão cearense. Cabral de Araujo e Paulo Cabral Araujo, José Lima Verde, Eduardo Campos, Mário Alves, Evaldo Gouveia, Armando Vasconcelos, Haroldo Serra, Carlos Alberto, José Lisboa (Filho do grande Maestro Lisboa), Ayla Maria, Terezinha de Jesus, O “Bem-te-vi” e o “Rouxinol” (Alan Neto e Ivanilde Rodrigues). Ivanildo e seu conjunto, Nozinho Silva e seu irmão, Celina Maria (soprano), Lúcia Elizabeth, foi uma precursora da Gretchen; Eduardo Fernandes (Dudu), Moreira Filho, Zuila Aquiles.

Terezinha Nogueira, Edson Martins, Edilmar Norões, Guilherme Neto, João Ramos, Augusto Borges, Gerardo Barbosa, Rômulo Siqueira, Aderson Braz. As irmãs vocalistas (Cleide e Adamir Sousa Moura), Leocácio Ferreira, Jaime Rodrigues, Afrânio Peixoto, Fernando Jaques, Almir Pedreira, Wilson Machado. Narcélio Lima Verde, Mozart Marinho, Antônio de Almeida, Maria de Aquino (a primeira Locutora do Ceará) Ruth de Alencar, Neide Maia, Carmem Santos, Carlos Augusto (Cantor), Arnoldo Leite, Paulo Cirino, João Bob, Joran Coelho (cantor), José Auriz Barreira (cantor), Guilherme Neto, Gilberto Silva, Fernando Menezes, Giácomo Ginari.

Wanda Santos, Dulce Maria (filha da rádioatriz Ângela Maria), Estelita Nogueira, Zuíla Veras, Isis Martins (Maria José). Maria Alice e Maria de Lourdes (Irmãs Bernardo), Maria Guilhermina (Filha da pianista Maria de Lourdes Gondim), Cleide e Adamir Moura (Irmãs vocalistas), Fátima Sampaio, Terezinha Silveira, Salete Dias. Marilena Romero, Telma Regina, Vera Lúcia e Cleide Moura, Irapuan Lima, Laura Santos, Consuelo Ferreira, Oliveira Filho, Ângela Maria, Glaúria Farias, Maria José Braz, Mirian Silveira, Célio Cury, Salete Dias, Luiz Assunção, Humorista picolé, Orlys Vasconcelos, Paulo Lima Verde, Luiz Irapuan, Eduardo Fernandes, Matos Dourado, Entre outros.

O rádio de ontem foi completamente diferente do de hoje. Além de orquestras, equipes de cantores e cantoras, contava ainda com as radionovelas, programas de auditórios, concurso de misses. Hoje pelo crescimento populacional e pela evolução da tecnologia, outras emissoras foram surgindo e a notoriedade dos programas antigos e gostosos foi tomada pelas músicas estrangeiras, eletrônicas e pela infestação das FMs (Frequência Moduladas). A música não tem mais aquela paixão e os programas de rádio atuais não empolgam como antigamente, pois a violência tomou conta do mundo e da mídia. Hoje o que se sobressai no rádio é a pornografia e a pornofonia, infelizmente, mas com a desculpa que o povão gosta.

UMA ASSOCIAÇÃO DE AMIGOS - A Aouvir tem se revestido nesses seis últimos anos de honestidade como único e verdadeiro caminho para alcançar seus objetivos. Com muito sacrifício, amor, dedicação, e respeito pelos seus sócios, bem como a todos os ouvintes de rádio, jamais esta bela associação trocou o expurgo pela fantasia.  A Associação é um grupo de pessoas que luta por uma programação de rádio que valorize o ouvinte, promova o desenvolvimento da cidadania, do crescimento intelectual, político e social dos usuários de rádio da Terra alencarina. Só conseguiremos a independência através do altruísmo de pensamentos e ações.

A criação do ouvinte de rádio nasceu tenho como embrião a Lei Nº. 9165 de 22 de Fevereiro de 2007. Instituiu o “Dia do Ouvinte de Rádio” a ser comemorado no dia, 21 de setembro de cada ano. A Câmara Municipal de Fortaleza, com base no artigo 36, inciso V da Lei Orgânica do Município, assinada por Agostinho Frederico Carmo Gomes-Tim Gomes - Presidente da Câmara Municipal veio fortalecer ainda mais a Associação em todas as nuanças e aspectos.  Na ocasião da festa foi assinada a parceria entre a Ascemus (Associação Cearense dos Músicos) e a Aouvir/CE.  A Aouvir com sua vista voltada para a cultura cearense, prima por uma excelente programação de rádio, tentando exterminar programações cavilosas que denigrem a imagem do rádio tupiniquim, bem como mesclar com atitudes hosânicas o bem de todos.

O elo rádio, radialistas, profissionais ligados à radiodifusão, permissionários e a Aouvir trará uma psicosfera sintônica e uma reciprocidade vibratória. O Museu do Rádio se reveste de aspecto dileto para insigne ambiência para Fortaleza e que merece a ajuda das autoridades para sua instalação imediata, pois como polo de cultura a Terra do Sol será uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Esse evento esportivo mundial poderá transformar o museu do irreal para o real proporcionando aos turistas um cenário relevante aos que estarão em Fortaleza.

Será mais um lugar prazeroso de aquilatar o antigo contrastando com o novo, e mostrando a tecnologia do passado e sua evolução no futuro. Queremos ressaltar a dinamicidade de toda a direção da Aouvir na pessoa de seu presidente Luis Fernando e do incansável vice-presidente, professor Djacir pelos relevantes serviços prestados a radiofonia cearense, apesar da incompreensão de alguns radialistas que se acham cerceados e censurados, mas nunca foi, e jamais será a missão da Aouvir/CE.

O esforço a ser desprendido para a interação ou integração Sindicato/Associação, para limpar os escombros que se encontram insculpidos no cenário, no teatro de operações da radiofonia cabeça-chata. Pretendemos ungir um archote, sem egolatria, mas com assertiva sem fogo-fátuo. Inserirmos no ciclo historiográfico de um trabalho árduo com vocação, amor ao ideal que se formou no decorrer destes anos preclaros que tivemos e que usamos como azimute diferencial para lutarmos por um rádio melhor, de qualidade, e que no final alcançássemos o famoso in hoc signo vinces (com este sinal vencerás).

A luta continuará sendo árdua, mas nosso planejamento estratégico tem o reforço e aprovação do Pai Maior (Deus) e as bênçãos do Mestre Jesus Cristo. Devemos imantar que há sempre duas explicações para os conflitos existentes nos relacionamentos, mas é comum o denodo, a força de vontade, o companheirismo, a ação de frutificar e dar novos frutos que irão fortalecer a Associação no seu objetivo maior que é a qualidade em qualquer dial radiofônico e cujo viés da harmonia seja o começo das curas nas áreas de conflito interior e que a raiva e nem a inveja e o orgulho venham empanar o écran positivo do rádio no Estado do Ceará.

Um rádio de qualidade com profissionais usando a ética e libertando-se dos insanos palavrões, das megeras pornográficas, da luta desigual pela audiência, do jabá maldito e de outras nuanças que infelizmente não levará a nada. O dia do Rádio é comemorado no dia 25 de setembro e Roquete pinto considerado o pai do Rádio no Brasil. Um novo projeto agora em nível estadual tendo como Lei 14.975 de 01/08/2011, que teve a responsabilidade do grande deputado estadual Ferreira Aragão, cria o DIA DO OUVINTE DE RÁDIO. A Lei de n°. 9.165/2007 de responsabilidade de Ferreira Aragão, na época vereador precisa ser ordenada para que a data seja comemorada na mesma data da Lei Estadual. (DIA OUVINTE DE RÁDIO LEI 14.975 DE 01/08/2011).

O Diário oficial da União divulga a sanção do presidente da República, da Lei n°. 11,327, institui o Dia do Radialista a ser comemorado todos os anos no dia 7 de novembro, data do nascimento de Ary Barroso. O Projeto Lei foi aprovado pelo Senado Federal no dia 24/07. O deputado Sanches Júnior PP/GO, autor da proposta justificou: “além de prestar uma homenagem a “Ary Barroso”, que a data reconhece a importância do Rádio e da categoria profissionais dos Radialistas “no contexto histórico do País”“. Ary Barroso. Ary Evangelista Barroso, mineiro de Ubá, nasceu em 1903. Em 1929, formou-se em Direito e resolve dedicar-se apenas a música. Em 1930, com a marcha “Dá Nela” ganhou o concurso da Casa Édison, com o premio, em dinheiro, casa-se com Ivone Belfort de Arantes.

Em 1932, na Rádio Philips foi contratado como pianista, mas vira locutor esportivo, humorista e animador. Na rádio Cruzeiro do Sul, em 1937, lança o programa “Calouros em Desfile”. Em 1938 foi contratado pela Rádio Tupi atuando como locutor, comentarista, humorista e ator. Viaja aos EEUU, em 1944 e compõe a música “Rio de Janeiro”, para o filme “Brasil”, indicado para o Oscar. Nas eleições de 1946, foi eleito o segundo vereador mais votado do Rio de Janeiro, Distrito Federal. Em 1960 foi nomeado Vice-presidente do Departamento Cultural e Recreativo do Clube de Regatas do Flamengo, outra paixão.

Morre no Rio de Janeiro, em 1964, como boêmio portador de cirrose hepática. Em entrevista a Mário Moraes, ele definiu as três categorias de locutores esportivos de rádio. “1)-O que vai à frente da bola e, portanto, tem que estar voltando toda hora; 2)-O que vai junto com a bola e que acaba gaguejando, pois nem sempre a bola do tempo para ele acompanhar o lance deixando-o tonto; 3)-O autêntico – o que vai atrás da bola. Não interessa a ele se vai dar o lance com 3 segundos de atraso, pois não está transmitindo para quem está ao seu lado.

Dá a imagem do jogo concluindo atrás do jogo. Nem junto, nem antes dela”. Ary fez tudo no Rádio. Locutor esportivo, apresentador, comentarista, redator, ator, músico, produtor e diretor. Tinha diploma de curso superior em Direto. Sem a invenção do rádio não estaríamos a mostrar e a escrever essas belas histórias aqui epigrafadas. Ressalte-se também que o jornalista tem sua função primordial dentro da radiodifusão, visto que é um dos profissionais responsáveis pelas produções de programação de rádio e televisão.

O dia do jornalista é comemorado no Brasil no dia 7 de abril, em homenagem a João Batista Libero Badaró, médico e jornalista, brasileiro de origem italiana, que morreu assassinado por inimigos políticos, em São Paulo, no dia 7 de abril de 1830, durante uma passeata de estudantes em comemoração aos ideais libertários da revolução Francesa. Profissional incansável, dinâmico, disposto, atento, inteligente, a serviço da notícia, da informação e dos fatos.

Profissão diariamente trabalhada com dedicação, determinação, vontade, compromisso em cumprir com o papel devidamente pautado na ética, no trabalho árduo e diário e principalmente, pautado na responsabilidade com a notícia e com tudo aquilo que divulgar. O jornalista tem uma função social muito importante dentro da sociedade ou de uma comunidade, informa promove a reflexão, a crítica e incita debates. Difundindo ideias, os fatos e informações com clareza, rapidez e precisão, a ponto de sintetizar em apenas uma frase tudo aquilo que quer falar.

Por vezes denunciando, auxiliando a comunidade e assim, colaborando para uma sociedade mais justa e dramática. E dessa forma não podemos desconsiderar o seu importante papel, pois sem dúvida alguma, possui uma admirável influência sobre todos nós, seja agindo direta ou indiretamente. Tendo todo esse aparato a nossa disposição, e se, os rádios não tivessem sido inventados com certeza a vida se tornaria mais monótona, triste e poderíamos nos momentos de folga inserir em nossas vidas o ócio pernicioso e deletério. Rádio é cultura, mas não devemos permitir que o veículo de comunicação falado, tenha outras finalidades que fogem a ética do profissional, o radialista.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES- MEMBRO DA ACI- DA ALOMERCE- DA AVSPE-DA AOUVIRCE- DA UBT- DA ACE –JORNALISTA E RADIALISTA- ADMINISTRADOR (GESTÃO DE EMPRESAS).

   

sexta-feira, 26 de agosto de 2011


OS INOPERANTES PROGRAMAS POLICIAIS


OS INOPERANTES PROGRAMAS POLICIAIS

“Aprenda a ceder em favor de muitos, para que alguns intercedam em seu benefício nas situações desagradáveis”. (Chico Xavier).


A ordem é defender-se, pois estamos entregues ao caos social. Não converta seus ouvidos num paiol de boatos. A intriga é uma víbora que se animará em sua alma. Não se iluda nem com intriga e com boatos, seja sensato e aja pelo coração. Não transforme seus olhos em óculos de maledicência. A imagem que você corromper viverá corrupta na tela de sua mente. A mídia televisiva vem trazendo para dentro de seu lar a violência exacerbada que acontece no nosso dia a dia.

Hora do almoço, a hora sagrada da refeição material, mas se alguém resolve sintonizar algum canal, se depara com os chamados canais que dizem combater a violência, mas na realidade, eles estão mostrando a violência crescente e que nos causa nojo e além do mais alguns apresentadores esquecem a ética e querem fazer julgamento precipitados como fossem juízes e donos da verdade.

Na realidade você ao se deparar com programas dessa natureza você estará imantando juntamente com sua família a “cultura” da violência que não leva a nada. Não Faça de suas mãos lanças para lutar sem proveito. Use-as na sementeira do bem. Não menospreze suas faculdades criadoras, centralizando-as nos prazeres fáceis. Alguns profissionais da comunicação social estão se aproveitando desse estilo de programa para angariar benefício próprio, pois normalmente serão futuros concorrentes a um cargo político.

Em determinado programa ouvimos um apresentar usar palavras que não condizem com a ética de um profissional de comunicação, ao se referir a um ser humano, que usou o instinto para praticar o mal. “Vagando, moleque, carniça, imundo”, e ainda insinuando que presidiários praticassem o mesmo ato que o acusado teria praticado quando o delituoso chegasse ao presídio. O aspecto do apresentador era de ira, de agressividade, de espectro, ferocidade e sanha. Na realidade parecia até que queria se mostrar ao público telespectador como se juiz fosse e estivesse agindo como dono da verdade.

Você responderá pelo que fizer delas. Não condene sua imaginação às excitações permanentes. Suas criações inferiores atormentarão seu mundo íntimo. Não conduza seus sentimentos à volúpia de sofrer. Ensine-os a gozar o prazer de servir. Não procure o caminho do paraíso, indicando aos outros a estrada para o inferno. A senda para o Céu será construída dentro de você mesmo.·. Com essas afirmações quero dizer que não sou a favor da violência, mas a raiva, a ira, mesmo que não seja do conhecimento de alguém é um viés para possíveis atos violentos.

A televisão bem como o rádio está decaindo escandalosamente em termos de programação.  Queremos dizer que não somos contra os programas policias, mas o apresentador deve se conter em determinadas ocasiões em que a notícia requer. O horário dos programas policiais deveria ser estudado pelos controladores da mídia, visto que, atualmente o espaço ocupado por eles é inconveniente, em razão de muitas crianças estarem almoçando e se preparando para ir à escola. Existe um clichê popular que diz: “O povão gosta”. Isso não condiz com a realidade.

O écran da desgraça humana visto pelos telespectadores é de muita gente gritando, fazendo gestos para aparecer perante as câmeras, contrastando com a dor dos familiares do vitimado. Em nossa concepção, esse fato vergonhoso, podemos denominar de falta de respeito, ausência de compostura e falta de cultura. Guarde cuidado no modo de exprimir-se; em várias ocasiões, as maneiras dizem mais que as palavras. Evite a verbosidade avassalante; quem conversa sem intermitências, cansa ao que houve. Sem boas maneiras, você viverá desamparado da confiança dos outros. Sem fortaleza, sucumbirá aos primeiros obstáculos do caminho. O homem, o comunicador social deve ter em ego uma fortaleza de compostura, seja no falar ou no se expressar.

Fortaleza está sendo considerada a capital onde a mídia possui mais programas policiais no rol brasileiro. A concorrência pela audiência é grande. Nenhum programa policial proporciona o bem em decorrência da violência exibida, ou estaremos enganados? O sensacionalismo exagerado é deletério, e nos deixa mercê das angústias, e dos sofrimentos alheios. Outro fato que temos notados e acontece com muita frequência é o uso exagerado de publicidades. Sabemos que a publicidade é fundamental para o funcionamento e segurança de uma empresa, mas que a mesma seja colocada em proporções adequadas e não exacerbadas.

Desde sempre, a corrida pela audiência, fez, das emissoras de televisão um ambiente propício às coisas mais sórdidas a que se possa imaginar. Concorrência que deveria ser um impulso para a criatividade dos apresentadores de programa e diretores, principalmente os de programas de auditório, tem agora uma roupagem diferenciada, onde a corrida pelo ganho de audiência, que é medida hora a hora, explora o que de mais baixo há nas tevês brasileiras. O pensamento de que tudo pode ser imposto à sociedade, que a programação deve ser ingerida sem contestações, sem imposições e sem responsabilidade alguma com a qualidade dos gêneros televisivos, que se esconde num suposto medo de que qualquer um que proponha certo tipo de controle sobre o que deve ou o que não deve ir ao ar possa ou deva ser taxado de simpatizante da Censura, e ai se faz um trabalho de terrorismo em cima dessa concepção muito ferrenha, mudou a cara da televisão, sobretudo na ultima década.

Como jornalista que somos não foi essa lição que aprendemos nos bancos das faculdades e que para nós formados em Comunicação Social foge a regra da ética profissional em que estamos inseridos. Não que sejamos puritamos, mas não apenas os programas de auditório são campeões de baixaria na TV do Brasil, como os telejornais policiais, como os da Record, ou, tomando como exemplo local, o Correio Verdade, apresentado pelo atual Prefeito da cidade de BAYEUX-PB, Jota Junior, são um bom exemplo de lixo da televisão. Nesses casos, a apologia ao crime, ao uso de drogas e a prostituição também são bem visíveis.

Com uma programação altamente antiética, esses telejornais e programas policiais, se é que assim podem ser considerados, jorram milhares de litros de sangue nos chãos dos lares brasileiros, usam de imagens de crianças e/ou pessoas num momento de aflição ou de desespero total, suas condições sub-humanas e coisas relacionadas, para puxar audiência e vender, vender muito, e, no caso do jornal local citado, venderam-se até uma imagem de homem público para uma campanha eleitoral, dando resultado satisfatório. Violência não, entretenimento sim.  O rio atinge os seus objetivos porque aprendeu a contornar os obstáculos, os rios de sangue estão fora desse contexto. Pense nisso!

ANTONIO PAIVA RODRIGUES- MEMBRO DA ACI- DA ALOMERCE- DA UBT- DA AOUVIR/CE- DA AVSPE- DA ACE














terça-feira, 3 de maio de 2011