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segunda-feira, 5 de abril de 2010

A COMUNICAÇÃO E A RESPONSABILIDADE DA SOCIEDADE

A COMUNICAÇÃO E A RESPONSABILIDADE DA SOCIEDADE


Tivemos na história do Brasil vários exemplos do papel das comunicações na política e na economia do país, ídolos foram criados, mitos foram edificados e muitas histórias fizeram parte da vida cultural do povo brasileiro, fazendo com que mentiras se transformassem em verdades muitas vezes absolutas. A comunicação verdadeira e séria é um direito do cidadão e a ética das comunicações é uma meta que deve ser perseguida pela população de forma insistente e permanente.

Os tempos modernos trouxeram vários avanços nos meios de comunicação, temos a possibilidade de receber a notícia no exato momento em que ela acontece e temos vários meios de acesso aos acontecimentos do mundo moderno. Precisamos, no entanto ter um senso crítico em relação a tais comunicações e tais notícias, pois infelizmente muito do que se noticia tem relação com interesses políticos e econômicos e representa muitas vezes os anseios das classes dominantes e dos que tem o poder nas mãos.Temos que rechaçar a comunicação atrelada aos interesses e temos que exigir uma comunicação verdadeira, coerente, correta e baseada nos ideais da ética e da cidadania que contemple o verdadeiro interesse dos povos.


Precisamos criar mecanismos de investigação da comunicação e buscar espaços para questionar e discutir o papel da ética dos que fazem a comunicação. Temos jornalistas e comunicadores sérios, porém muitas vezes estes têm pouco espaço na mídia moderna que prefere dar lugar aos fabricadores de costumes, aos estimuladores do escárnio e aos sensacionalistas que usam a miséria do povo para fazer sucesso nas pesquisas de opinião pública. Não podemos admitir uma comunicação que valorize o desrespeito às famílias e a fomentação de valores que estimulam o sucesso fácil a qualquer custo e a valorização do corpo em detrimento da alma e dos valores éticos. Não podemos admitir que pessoas que fazem audiência a utilizem para estimular o jogo de interesses, a traição, a falta de respeito, o sexo fácil e a discriminação racial, cultural ou sexual.


A população tem de compreender seu papel na construção a comunicação e se organizar para exercer o controle social da mídia que é um direito humano e não um conjunto de interesses de grupos econômicos e políticos. É preciso que o povo saiba que a comunicação é um direito humano fundamental e essencial, mas precisa ser verdadeira e expressar seus interesses, seus sonhos e suas esperanças. É urgente abrir espaços para um questionamento da comunicação e oportunizar espaços para discussão crítica da comunicação que recebemos e o papel destas na vida de nosso povo que sabe o que quer, mas muitas vezes é tragado pela força dos Poderes que povoam nossa sociedade e nos deixam à mercê de interesses que certamente não são seus. A luta pela comunicação verdadeira deve ser estimulada pelos verdadeiros jornalistas que tem um código de ética a cumprir e tem de entender seu papel no mundo em função da liberdade e da valorização do indivíduo.

Francisco Djacyr Silva de Souza – Presidente da Associação de Ouvintes de Rádio – Aouvir/CE.

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