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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Detalhes dos fatos inseridos na mídia

Detalhes dos fatos inseridos na mídia

Por * Antonio Paiva Rodrigues • 21/06/08

Mídia designa de forma genérica todos os meios de comunicação; ou seja, os veículos que são utilizados para a divulgação de conteúdos culturais, informativos, de lazer, de publicidade e de propaganda.
A mídia tem o papel de manter a população informada. A população, por outro lado, não deve se colocar como mera receptora passiva daquilo que é veiculado pelos meios de comunicação. Para tanto, é necessário que cada pessoa exercite sua atitude crítica, filtrando as informações recebidas, questionando-as, fazendo um contraponto e buscando, na opinião pública, uma opinião própria, particular, com a qual se identifique e na qual acredite. Porém, o que normalmente ocorre é o oposto.
A mídia tende distorcer os dados e até mesmo descrevê-los incompletos. O público, de outro lado, acaba por recebê-los como descrição fiel da realidade. Essas nuanças nós, observadores, fazemos com destreza e não aceitamos qualquer simulação ou manobra que venha colocar em xeque a nossa opinião e nosso modo de pensar.
Alguns midiáticos gostam do sensacionalismo para chamar a atenção dos mais incautos através de seus “furos furados”. E tentam a todo custo angariar mais audiência para seu écran, mais ouvintes para sua emissora e mais jornais vendidos. Na área de drogas isso é bem visível. Há uma tendência a se abordar questões ligadas ao tráfico, à dependência e às drogas ilícitas.
É claro que estes pontos devem ser discutidos, mas não como únicos e mais importantes, uma vez que o fenômeno das drogas não se resume a isto. Neste caso, é importante que se reveja a dimensão do assunto e a complexidade de fatores nele envolvidos, evitando-se posições unilaterais, bem como formas de abordagem com manchetes e reportagens de cunho alarmistas e sensacionalistas.
O uso indevido que a mídia faz dos dados que obtém, revela uma preocupação muito mais voltada para a venda e a audiência dos veículos, do que para o repasse fidedigno das informações. Preferem a violência desenfreada, os descasos das polícias e encobrem irregularidades de determinados doninhos da terra onde a mídia está presente. Podemos chamar de protecionismo com certeza.

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