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segunda-feira, 5 de abril de 2010

A ética no rádio e a Exposição Temática

A ética no rádio

Por * Antonio Paiva Rodrigues • 09/06/08

A palavra ética, muito usual nos dias atuais está se esvaindo e cedendo lugar a trasgos de baixarias, palavras de duplo sentido, procedimentos indignos, ou pérfidos, sórdidos e situações decorrentes de radialistas que esqueceram que o rádio foi programado para educar e não deseducar.Por incrível que pareça a pornografia tornou-se banal no meio radiofônico de Fortaleza. O rádio deve ter uma linha de ação norteadora a todos os que têm compromisso com o microfone. Não só o repórter, redator, mas, principalmente o locutor, deve mensurar o que vai expor aos seus ouvintes.

O radialista, seja qual for o seu campo de atuação, tem o dever de cultivar a precisão, a clareza, a objetividade, a seriedade. O que menos se vê em alguns programas de rádio aqui em Fortaleza é a seriedade, e quando se reclama, eles afirmam que o povão gosta.O jornalista Armando Figueiredo diz que o radialista tem que ter plena noção de que milhões de brasileiros, nas áreas urbanas e rurais, dependem da massa de informações que lhes proporciona o rádio e que tão profundamente influi na sua formação, para criar juízos próprios e, assim, assumir e manter cidadania (qualidade ou estado de cidadão).

Mais do que uma bela voz o locutor tem que exercer a cidadania com ética e educação e esquecer os palavrões e as histórias de mau gosto e a banalização da pornografia. Fortaleza possui uma Associação de Ouvintes de Rádio (Aouvir), exercendo um papel preponderante na qualificação dos grandes programas e na escolha dos bons profissionais do rádio. Aqueles radialistas que se destacam são premiados com um diploma em sessão solene, na casa de Juvenal Galeno. É uma instituição séria composta por pessoas de boa índole, não remunerados, visto que trabalham com amor e dedicação, e com objetivo precípuo de obtermos um rádio de qualidade.

O poder de agressão não faz o gênero do radialista. Recentemente a Associação foi surpreendida por um festival de impropérios desferido por um radialista que trabalha na maior rede de radiodifusão do Ceará. Intrigou-nos o motivo de tais agressões, pois nosso grupo não procura fazer caçada às bruxas nem tem o intuito de perseguição, pelo contrário, nosso objetivo primordial é fazer e colaborar para que tenhamos um rádio de qualidade com profissionais competentes e que se destaquem fora da terrinha.

A informação sem preconceitos e sem ridicularização deve servir e interagir com respaldos jornalísticos no processo de comunicação. Os radialistas despreparados, entretanto estão chegando a limites insuportáveis, pois a bestialidade está se tornando tão banal que compromete não só a classe profissional como o próprio rádio na sua condição de meio de comunicação social.

Caríssimos senhores torcemos por um rádio de qualidade e queremos ver o progresso dos nossos meios de comunicação, mas do jeito que está à tendência é o declínio moral do rádio cearense. Deixamos a missão de moralização do rádio para os grandes radialistas que temos e pelo andar da carruagem iremos chegar à conclusão de que a comunicação radiofônica estacionou e os profissionais do passado faziam um rádio com mais amor e seriedade. A conotação de vendas de horários em estações de rádios vem interferindo negativamente na programação radiofônica.

(*) Antonio Paiva Rodrigues é coronel da Polícia Militar do Ceará. Bacharel em Segurança Pública, Gestor de Empresas e Jornalista integra as associações de ouvintes de rádio e Cearense de Imprensa, o Sindicato dos Jornalistas e a Academia de Letras dos Oficiais da Reserva do Ceará. Escreve na Revista Sentinela e nos jornais O Povo e Diário do Nordeste e em vários sites. Considerado o Melhor Escritor nas 500 edições do Jornal do Leitor de O Povo tem trabalhos apresentados na Rede Alcar e na Metodista de São Paulo. Poeta, é também autor de seis livros a serem publicados proximamente.



Primeira exposição temática sobre rádio

Por * Antonio Paiva Rodrigues 10/05/08

A Associação dos ouvintes de rádio do estado do Ceará deixou seu nome marcado no meio radiofônico com a Primeira Exposição Temática sobre o Rádio. Foi um evento bastante estudado, planejado por todos admiradores do rádio na terra alencarina e que fazem parte da associação.

Realizada no Shopping Benfica, teve uma grande aceitação, visto que a frequência foi grande e muita gente se mostrou interessada pelos rádios antigos que lá estavam expostos. Curiosos, estudantes universitários, colecionadores se fizeram presentes ao evento.

O evento realizado no período de 23 a 30 de abril de 2008, teve um conteúdo programático bastante diversificado. Vários banners foram confeccionados e expostos contando toda a história do rádio no Brasil e no mundo: a história do rádio, a importância do rádio como meio de comunicação, rádio e cidadania, o rádio que temos e o rádio que queremos, pessoas que fazem o rádio, a comunicação e a cidadania.

Algumas emissoras de rádio e televisão fizeram a divulgação do evento que teve patrocínio do jornal O Povo de Fortaleza.

Eventos dessa natureza deveriam acontecer em todo território nacional; pois a missão precípua é mostrar o valor e a importância que o rádio tem na história da humanidade. Especialmente as pessoas que estiveram engajadas na viabilização deste invento que tomou proporções gigantescas no mundo.

A iniciativa da Associação de Ouvintes de Rádio do Ceará foi um ponto forte para os que fazem as coisas por amor e prazer. Desse evento tiramos uma lição muito importante: o povo é apaixonado de coração pelo rádio e notamos que um dos pontos de preocupação dos visitantes é com a qualidade da programação.

Pelo interesse demonstrado pelo público, a próxima exposição deverá contar com mais recursos, como filmes, fotos de rádios antigos, biografias de alguns personagens do rádio, radialistas que se destacaram no passado e os que estão fazendo sucesso no presente.

Fica aqui o aprendizado e a esperança de que o gosto popular seja ainda maior em oportunidades futuras. Nossa missão num futuro bem próximo é criar o museu do rádio no Ceará. Louve-se aqui o trabalho do professor Djacyr e de Luís Fernando que de maneira voluntária estiveram presentes durante todos os dias do evento, mostrando amor pelo que fazem.


(*) Antonio Paiva Rodrigues é coronel da Polícia Militar do Ceará. Bacharel em Segurança Pública, Gestor de Empresas e Jornalista integra as associações de ouvintes de rádio e Cearense de Imprensa, o Sindicato dos Jornalistas e a Academia de Letras dos Oficiais da Reserva do Ceará. Escreve na Revista Sentinela e nos jornais O Povo e Diário do Nordeste e em vários sites. Considerado o Melhor Escritor nas 500 edições do Jornal do Leitor de O Povo tem trabalhos apresentados na Rede Alcar e na Metodista de São Paulo. Poeta, é também autor de seis livros a serem publicados proximamente.

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