RÁDIO DIGITAL
Um grande passo em frente
Por Antonio Paiva Rodrigues em
22/01/2008 na edição 469
A radiofonia brasileira dá um
passo largo em busca de uma tecnologia mais atual e avançada. Os rádios
analógicos estão com os dias contados. A palavra analógica deriva do grego analogikós
e do latim analogicus, fundado na analogia, ou que tem analogia. Pode-se
afirmar que é um sistema cuja expressão matemática da relação existente entre
suas grandezas físicas é análoga ou semelhante à mesma expressão de outro
sistema. Diz-se de uma informação fornecida por um instrumento a um observador,
na qual a medida de uma grandeza física é fornecida explicitamente pela medida
de uma segunda grandeza que tem com a primeira uma relação biunívoca, podendo
assumir valores contínuos e nessa nuança se opõe totalmente ao digital.
Analógica e analogia teriam a
mesma sinonímia? Analogia, palavra derivada do grego analogía e do latim
analogia; ponto de semelhança entre coisas diferentes, semelhança,
similitude, parecença, identidade de relações entre os termos de dois ou mais
pares. Semelhança entre figuras que só diferem quanto à escala e semelhança de
função entre dois elementos, dentro de suas respectivas totalidades.
Para os mais detalhistas, dizemos
que é a relação entre dois fenômenos físicos distintos que podem ser descritos
por um formalismo matemático idêntico, a qual pode existir entre um fenômeno
elétrico e outro mecânico, entre um acústico e um elétrico; operação lógica
mediante a qual se suprem as omissões da lei, aplicando à apreciação de uma
dada relação jurídica as normas de direito objetivo disciplinadoras de casos
semelhantes. Modificação ou criação de uma forma lingüística por influência de
outra(s) já existente(s), como particípios - como ganho, gasto, pago, ao lado
de ganhado, gastado e pagado são tradicionalmente considerado formas analógicas
cujo modelo provável foi par de formas do latim vulgar como, por exemplo, acceptum/acceptatum.
Vantagens de cada sistema
Na radiodifusão tradicional
(rádios AM e FM), a informação é transmitida na forma de sinais analógicos. Com
o rádio digital, os sinais de áudio são digitalizados antes de serem
transmitido, o que torna possível obter uma melhor qualidade de som e aumentar
o número de estações. As rádios AM passariam a ter uma qualidade de som
semelhante às rádios FM (frequência modulada) e as FM, uma qualidade semelhante
aos CDs. Podemos dizer que o rádio digital é o boom do momento, mas
ainda não se decidiu qual sistema será melhor para o nosso país. Esses
sistemas, segundo especialistas, estão classificados em duas categorias, ou
seja, sistemas em que a transmissão do rádio digital é feita no mesmo canal de
frequência utilizado pela estação AM ou FM. Estes
sistemas são conhecidos com In-band on - channel (IBOC- In-Band-On-Channel ).
Os sistemas principais são o HD
Radio do consórcio Ibiquity (FM e AM). Sistemas disponíveis para frequências
acima de 30 MHz (FM). O FM e Xtra da Digital Rádio Express e o DRM (Digital
Rights Management) é uma expressão genérica que expressa tecnologias diversas
usadas por gravadoras, estúdios ou donos de copyright com objetivo de controlar
o acesso, o uso de dados digitais ou hardwares e a distribuição dos mesmos.
Outra definição encontrada para DRM é: Digital Management of Rights
(Gerenciamento Digital dos direitos) de um consórcio europeu. Os dois primeiros
têm como origem os Estados Unidos. Temos também os sistemas que utilizam um
novo canal para transmissão dos rádios digital, como o Eureka 147, de origem
europeia, que utiliza um novo canal na faixa de FM ou na Banda L (1.452 a 1.592
MHZ). Existe ainda o NISDB-T (Japão) que compartilha o canal da TV Digital em
UHF.
Os sistemas de rádio digital
utilizam OFDM (Orthogonal Frequency Division Multiplexing), sistema de
multiplexação (MIMO OFDM) em que a banda de operação é subdividida em várias
subportadoras que se podem sobrepor. Os dados são transmitidos em paralelo
utilizando uma ou mais subportadoras. Este método de transmissão é muito
eficiente em canais de banda larga, característica explorada por sistemas como
o Eureka 147, que não precisam se limitar às bandas dos canais AM e FM. Os
sistemas IBOC (In-Band-On-Channel) apresentam um menor custo de execução e a
vantagem do usuário continuar sintonizando o seu rádio nas mesmas frequências
das estações AM e FM atuais.
Aspectos positivos e barreiras
Em qualquer sistema, será
necessário adquirir um receptor de rádio digital. Para a implantação de rádio
digital no Brasil, a Anatel e emissoras de rádio demonstram uma preferência por
sistemas em que o sinal digital compartilha o mesmo canal do sinal analógico,
devido ao seu menor custo de programação. Para avaliar os sistemas existentes,
a Anatel autorizou que as emissoras AM e FM realizassem testes para avaliar o
desempenho dos sistemas e a compatibilidade com os sistemas analógicos
existentes. A Faculdade de Tecnologia da UNB e a Radio-Brás estão realizando
testes com o sistema DRM (Digital Management of Rights- Europeu) para rádios AM
e as demais emissoras de rádio AM e FM estão realizando os testes com o Sistema
Ibiquity (norte-americano).
A prioridade da Anatel é definir
o sistema a ser utilizado pelas rádios AM, que passariam a ter uma qualidade de
áudio próxima à das rádios FM. Como podemos notar os sistemas a serem usados
para a implantação do rádio digital no Brasil são de uma tecnologia avançada e
ainda se fazem necessários testes para se chegar à conclusão do sistema mais
adaptável para o Brasil. Existe uma insatisfação entre os responsáveis pela
presença do rádio digital no país. É o avanço do programa sem participação do
público e a inexistência dos debates. A radiodifusão sonora no Brasil usa o
seguinte sistema e classificação de serviços: frequência modulada (FM): 87.4 –
108,0 MHz; onda média (OM): 525 - 1.605 kHz. (atualmente utilizada); 1.605 -
1.705 kHz (faixa expandida, ainda não planejada); onda curta (OC): 5.950-6.200;
9.500-9.775; 11.700 - 11.975; 15.100-15.450; 17.700-17.900; 21.450-21.750 e
25.600-26.100 kHz.; e onda tropical (OT): 2.300-2.495; 3.200-3.400;
4.750-4.995; e 5.005-5.060 kHz.
Existem aspectos positivos como
pontos fortes e as barreiras a serem ultrapassadas nessa luta titânica pela
adoção da digitalização radiofônica. Dentre os aspectos positivos citamos a
plataforma de transmissão terrestre de radiodifusão sonora digital, que
possibilitará a revitalização do rádio brasileiro, a melhoria da qualidade de
áudio, principalmente na faixa de ondas médias e curtas e a ampliação das
oportunidades de negócio com a oferta de novas aplicações na faixa de FM. Já os
pontos fracos ou negativos estão relacionados com as seguintes barreiras: comercialização
de receptores capazes de receber o sinal digital e preços ainda elevados;
custos operacionais envolvidos no período de transmissão simultânea – analógica
e digital (simulcasting); possíveis situações de interferências no
período de simulcasting (Conselho de Comunicação Social – primeira
reunião ordinária 2006 –06.03.2006). Características existem em qualquer
sistema em transição robustez contra sinais interferentes: imunidade ao
desvanecimento multipercurso; imunidade a ruídos; interferências mútuas
reduzidas; imunidade ao efeito doppler; e mobilidade. Menor potência de
transmissão para atender a uma mesma área de cobertura e uso eficiente do
espectro. Maior capacidade de transmissão de informações; inserção de dados à
programação transmitida; capacidade de oferta de serviços de valor agregado.
Sem debate
Já fizemos algumas citações nas
entrelinhas desta matéria, porém iremos ressaltar novamente os sistemas
disponíveis, principalmente os de frequência acima de 30 MHz (FM); o sistema
Ibiquity, norte-americano – FM: utiliza o mesmo canal da estação em FM e o
custo de implantação é relativamente baixo. O sistema Eureka (europeu) – FM e
Banda L necessita de um novo canal na faixa de FM ou na Banda ‘L’(1452a 1592
MHz); uso compartilhado da estação transmissora 3 a 9 radiodifusores; custo
relativamente elevado, o que inviabiliza sua implantação no Brasil. Sistema
NISDB-T (Japonês) – FM; opera integrado com a televisão em UHF (onde for
adotado o sistema ISDB-T para TVD); utiliza um ou três segmentos do total de
treze em que é dividido o canal de 6 MHz de TV.
Para os sistemas disponíveis para
frequências abaixo dos 30 MHz (OM, OC e OT), o sistema Ibiquity
(norte-americano) utiliza o mesmo canal da estação em OM analógica; Custo de
implantação relativamente baixo; não contempla as ondas curtas e tropicais,
inexistindo, tampouco previsão. Sistema DRM (europeu), empregado em todas as
faixas de frequência abaixo de 30 MHz (OM, OC e OT); em fase de adequação, que
permitirá a utilização do mesmo canal da estação em OM tanto para o sinal
analógico como para o digital; não contempla as transmissões em FM (previsão:
2007). Observem o seguinte: "Na opinião de Regina Motta, pesquisadora em
Comunicação e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que participou
dos estudos do sistema brasileiro de TV Digital (SBTVD). Difícil é imaginar que
o modo como os radiodifusores pressionam o poder público pela adoção do padrão
norte-americano IBOC não vai influenciar nessa escolha. "Se for para
existir um debate tal qual o da TV digital, para depois dele resolver por um
padrão que já estava previamente escolhido, a iniciativa é só um gasto de
dinheiro público." A seu ver, nesta decisão, tudo indica que o Ministério
das Comunicações vai passar por cima tanto das comunidades acadêmicas e
científicas, quanto da sociedade civil. Convém salientar ou fazer um resumo dos
sistemas disponíveis para serem usados caso o governo brasileiro faça a opção
ou deixe a escolha para a posteriori. Sistema, origem e faixa; Eureka
147 (Europa VHF/UHF (Banda L); IBOC (EUA) - HF(OM) / VHF(FM) - NISDB-T;
Japão-UHF (TV); DRM – Consórcio -F < 30 MHz (OM, OT, OC) -(Conselho de
Comunicação Social, primeira reunião ordinária 2006 – 06.03.2006).
Engenheiros não se empolgam
Ressaltem-se mais uma vez que:
n momento em que se transita para a digitalização dos meios de comunicação, a
velocidade peculiar ao rádio manifesta-se ainda mais intensa nas decisões
políticas e de mercado acerca das escolhas tecnológicas. Neste caso, porém, tal
rapidez pode ser prejudicial aos futuros ouvintes: sociedade e a comunidade
científica estão sendo praticamente ignoradas. Os empresários do setor adiantam
as suas preferências, antecipando-se a qualquer possibilidade de debate público
sobre a questão. Para justificar o processo oblíquo de escolha do que será o
rádio digital no Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) abriu,
nesta semana, consulta pública para avaliar o Iboc, padrão norte-americano
escolhido pelos radiodifusores para ser instalado no país.
A tecnologia do rádio digital é
rica e importante e os sistemas têm suas nuanças positivas e negativas; é
preciso um estudo apurado e um planejamento bem elaborado para que o tiro não
saia pela culatra. Se existe algum sistema em teste, temos que medir ou prós e os
contras e dirimir todas as dúvidas para não termos que lamentar depois – nem
sempre o mais accessível é o melhor. Assim pensam os estudiosos: enquanto ainda se definem especificações técnicas e
critérios diplomáticos de cooperação entre Brasil e Japão para a instalação da
TV digital brasileira, o sistema de digitalização do rádio se encaminha ao que
tudo indica, para uma definição bem mais rápida. A agilidade, característica
intrínseca do rádio, se transpõe para as decisões políticas sobre o veículo,
com resultados discutíveis. Para colher contribuições acerca do sistema
norte-americano de rádio digital AM Iboc (In Band on Channel), em fase
de testes desde o ano passado, a Anatel abriu a consulta pública nº 771, em 5
de março de 2007, que estará vigorando até 24 de abril (leia íntegra da
consulta). Baseada no documento Proposta
de Critérios e Procedimentos para Avaliação do Sistema de Rádio Digital AM Iboc
elaborado pela Universidade de Brasília - UnB. Toda essa parafernália de
tecnologia, apesar dos pesares, não chega a empolgar os engenheiros da
tecnologia digital.
Muita água por correr...
É certo que o governo não
definirá padrão de rádio digital. “O que mais se lamenta é que ninguém dos
movimentos populares participa da discussão da definição de modelo para o rádio
digital”. Oficialmente nada foi definido, mas começam os testes com o padrão
IBOC, padrão este que assegura nenhuma alteração na concentração de mídia no
país. Temos padrões mais interessantes, como o DRM, que permite o aumento
expressivo de emissoras no dial, o que representaria para as rádios
comunitárias um avanço porque acabaria teoricamente com o problema da falta de
canal.
Na verdade, sabe o que vai
acontecer? Anota aí: os testes vão começar no padrão que interessa aos
radiodifusores comerciais (IBOC) e depois, através dos laudos que serão
apresentados sobre os resultados dos testes, vão convencer o governo "documentalmente"
e firmar esse modelo como definitivo. E a nossa briga vai continuar por mais 20
anos. Será que o rádio digital irá mesmo para o fundo do poço, como muitos
imaginam? Será que o Brasil não está preparado para receber essa tecnologia e a
nossa humilde população poderá arcar o ônus dessa digitalização? As empresas
nacionais de TV e rádio terão isenção de tributos para importar os equipamentos
necessários à implantação do sistema digital no país, afirmou ontem o ministro
das Comunicações, Hélio Costa.
Ele se reuniu com os dirigentes
das principais empresas do setor na sede da Associação das Emissoras de rádio e
TV de São Paulo. É um grande passo, mas não uma certeza. Os testes iniciais de
transmissão de rádio digital começarão no dia 26 de setembro, como parte da
comemoração dos 84 anos do rádio no país, informou nesta segunda-feira o
ministro Hélio Costa. Segundo ele, a escolha do padrão a ser utilizado ficará a
cargo das próprias empresas do setor. O presidente da Abert (Associação
Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), José Inácio Pizani, disse que as
primeiras experiências serão feitas por "meia dúzia de emissoras" na
cidade de São Paulo pelo sistema norte-americano Iboc. Hélio Costa, o ministro
das Comunicações, disse que os testes também serão realizados por emissoras das
principais capitais brasileiras no sistema europeu DRM. OU IBOC ou DRM. Tem
muita água para correr debaixo da ponte, com certeza.
Objetivo dos testes
O mais importante é que essas
condições não sejam desprezadas: o sistema adotado deve estar tecnologicamente
atualizado para evitar rápida obsolescência dos receptores; a regulamentação
necessita ser flexível e deve ser instalada de forma progressiva (ao longo do
período de transição); a digitalização deve estimular o desenvolvimento da
indústria nacional (equipamentos/serviços); o preço dos receptores não pode
criar exclusão de ouvintes, em longo prazo; parte das aplicações interativas
deve visar o bem público e estar ao alcance da população de baixa renda.
Lembre-se que a classe pobre é extensa e gosta de rádio; com equipamentos
caríssimos, o Brasil corre o risco de perder vil metal até a adaptação total do
sistema e o poder de aquisição da população melhorar. Implicações para os
radiodifusores; transmissão simultânea analógico-digital provocará ônus para as
emissoras, possivelmente compensada face às novas perspectivas de negócios que
surgirão.
Implicações para a Anatel; a
transmissão simultânea analógico-digital provocará reflexos na canalização, por
ocupar as faixas laterais do canal. Para melhor compreender a extensão e as
conseqüências do funcionamento do rádio digital na fase simulcasting,
impõe-se a realização de testes, os quais estão sendo autorizados pela Anatel
às emissoras AM e FM interessadas na sua realização. Dois padrões de
transmissão são potencialmente compatíveis com o desejado: o Ibiquity,
norte-americano (OM e FM) e o DRM (Digital Radio Mondiale), europeu (OM, OC e
OT). Ressalte-se que os testes autorizados tiveram o seguinte objetivo:
"Objetivo dos Testes Autorizados: avaliar o desempenho do sistema,
considerando os seguintes quesitos: qualidade do áudio; área de cobertura;
robustez com relação a ruídos, interferências e efeitos dos múltiplos
percursos. Avaliar a compatibilidade do sinal digital com os sinais analógicos
existentes (exceto para OC); impacto do sinal digital na recepção do sinal
analógico transmitido simultaneamente; impacto do sinal digital na recepção de
sinais analógicos no mesmo canal e em canais adjacentes; compatibilidade da
área de cobertura".
Som de qualidade, sem
interferências.
Para encerrar, queremos informar
o desejo do governo brasileiro, mesmo tendo informado que não haveria
intervenção: o governo quer ser parceiro da empresa norte-americana Ibiquity,
(detentora da tecnologia HD Radio) no desenvolvimento de um sistema de
transmissão e recepção de rádio digital adaptado às particularidades
brasileiras. O anúncio foi feito pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa,
em reunião em Brasília, (13 de dezembro), com representantes de 89 professores
e pesquisadores ligados ao Núcleo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Sociedade
Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). A comissão,
integrada pelos professores Luiz Artur Ferraretto, Nair Prata e Nélia Del Bianco,
entregou ao ministro uma carta com propostas de parâmetros científicos para a
adoção de uma tecnologia digital para o rádio. Será que as emissoras de pequeno
e médio porte terão respaldos financeiros para assumir essa dinâmica
tecnologia?
O encontro foi intermediado pelo
secretário de Telecomunicações, Roberto Martins. Queríamos agradecer a
colaboração valiosíssima e prestimosa do superintendente de Serviços de
Comunicação de Massa, Ara Apkar Minassian, pois sem sua ajuda não teríamos
conseguido êxito na construção dessa matéria de um assunto polêmico, altamente
tecnológico e que vai mexer com a cabeça de muita gente. Visto que a maioria da
população brasileira ainda não está em condições de arcar com os altos preços
que o rádio digital exige para que tenhamos um som de qualidade, limpo e sem
interferências. Queremos também citar o nome de por Takashi Tome pelas informações preciosas que obtive
para trabalhar no assunto. Esperamos ter atingido o objetivo necessário ao
trabalho que nos propusemos a fazer. Algumas informações foram retiradas do
site Rádio Livre. A responsabilidade fica nas mãos do
ministro das Comunicações, seus assessores, técnicos, especialistas, contando
com o aval do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
ANTONIO
PAIVA RODRIGUES-FORTALEZA/CEARÁ

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